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Saga das Almas
SOB A COR DA ALVORADA

I
Na casa escura a cena, a lembrança
Da traição que mata a confiança
Plantou-me na alma frágil em esperança
A dor maior que a dor real da trama
Naquela noite, em plena madrugada
Alma ferida, quão despreparada,
Ceguei, cedendo à dor e à desdita
E planejei fugir da triste lida
Antes, abri a porta em despedida,
Mas ao abri-la, abri-me à leve brisa
Que me abrandou a força da lembrança
Corri, descalça, à praça da infância
Deitei na relva, qual quando criança
E adormeci nos braços da Esperança
II
Acordei sob a cor da alvorada
À luz de um novo dia que raiava
Belezas que agora eu percebia
De um Universo pleno em harmonia
Ergui-me à relva, e olhando em volta a Vida,
A dor se fez menor que parecia
Em tudo, tanta oferta de ventura
Que se fez tola a fuga que eu nutria
Compreendi, humilde, que o destino,
Me traz a dor e amor de que preciso,
Que me enobrecem e fortalecem a alma
P’ra que eu, nos versos da Sabedoria,
Guiando em plenitude a própria vida,
Seja feliz na eterna caminhada.
(Samia Awada)


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Palavras-chave:
poesia sobre vida. suicídio, esperança