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Saga das Almas
SILENCIOSO AMOR

Fui coração forjado a ferro e fogo
Alma que a Dor da Vida tão bem moldou
Segui bordando sonhos em chão de lodo
Fui a sobrevivente do desamor
Fui a nascida antes, depois do tempo
Antes do amor, depois que ele acabou
Nunca na hora, no ideal momento
Fui mais um acidente que se criou
Hoje, lembro o passado frágil, sem trilho,
A solidão dos anos, gélidas vidas
Desviando olhares mortos que não me viam
Sob o pesar da dor que lhes consumia
Mísera alma eu, que ao berço cobrava
Versos de amor de todos desconhecidos
Como pedir, se lá não havia nada?
Por que chorar onde a dor pedia alívio?
E assim, cresci vergada a muitos medos
E assim, cresci vencendo tantos perigos
E nesse florescer de acertos, erros,
Eu renasci de mim, fiz-me meu abrigo
Hoje eu me curvo ao templo do sofrimento
Onde almas frágeis me deixaram nascer
Fizeram de seu sangue meu alimento
Me transbordando amor sem eu perceber
Sou coração amado a ferro e fogo
Alma que a mãe sofrida tão bem moldou
Mãe, concretizo sonhos pra teu consolo!
Sobrevivi ao mundo por teu amor!
(Samia Awada)


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Palavras-chave:
poesia sobre família, desamor, perdão