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Saga das Almas
SER FILHO DA VIDA

I
Ser filho da Vida
É dar outra chance
ao adulto carente
Sempre impaciente,
Cansado, insolente
Que fere e se fere
E sequer percebe
As dores que geme.
II
É dar um mergulho
Pra buscar no fundo
Da alma da gente
Aquele menino
Que espera quietinho,
Que o adulto carente
O ache e o aceite
III
E nessa criança
Achar o alívio
A força, o sentido
Para os desafios.
Abrindo caminhos
Para que o adulto,
Assim ressurgindo
Qual homem-menino,
Faça diferente
E olhe colorido
Os cinzas da gente
IV
É correr pra chuva
que faz cachoeira
naquela biqueira,
deixando de lado,
naqueles minutos,
tristes amargura,
amargas tristezas
V
É sentir na alma
que aquela água
que cai lá de cima
acalma e anima
a alma carente
e encharca Sentido
na Vida da gente
VI
É ir, de mansinho,
Subindo e subindo
No galho escolhido,
Vibrando e sorrindo
Só prá, lá de cima
Olhar outra vista,
Olhar outras vidas
VII
E sentir-se Vida
Em plena harmonia
Com a árvore amiga,
Tão forte e querida,
Que se fez abrigo
E em seus galhos-braços
Te acolhe qual filho
VIII
Ser filho da Vida
É pegar mais leve,
Ter mais esperança,
Ser mais esperança
E sentir por quê
E dessa certeza
Fazer seu viver.
IX
É ter a certeza
Que a Vida é prá sempre,
Não freia ou acaba
Só muda de cara,
Fica diferente
Cada vez mais bela,
Refletindo nela
A alma da gente
X
É sentir na alma
Que naquela hora
Que a dor incomoda
E a gente chora
É a força Divina
Que jorra de cima
A lição precisa
Que a gente precisa
Prá enxergar que a Vida
É simplicidade
Que a gente complica.
(Samia Awada)


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Palavras-chave:
poesia sobre vida, felicidade, simplicidade