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Saga das Almas
RIOS QUE SANGRAM

Ouve, Senhor, o Teu Brasil que se ajoelha
E de norte a sul te implora em terna oração:
Ampara os irmãos das estações sul-braseiras
Que hoje sofrem o afogar-se do seu chão
Ouve, senhor, as muitas súplicas que sobem
Dos corações que esperam em cima dos telhados
Enquanto abaixo veem as águas que os consomem
Na fé vislumbram a esperança em serem salvos
São irmãos que choram o transbordar do rio amado
Lamentam as águas que afogaram os poucos sonhos
Lagrimam a perda dos pertences conquistados
E, inconsoláveis, pranteiam a morte dos seus anjos
E olha, Senhor, pelos heróis, os voluntários
Pelos anônimos que, com seus próprios braços,
Enfrentam as águas, se arriscam, acolhem, salvam
E, assim, praticam o amor ao próximo ensinado
Também desperta, meu Senhor, os indiferentes
Os que ressecam o amor no próprio coração
Sequer escutam o pranto de um Brasil que geme
Presas do orgulho, desconhecem a compaixão
E cura, enfim, o solo e os rios que hoje sangram
Para que o povo desse tão nobre rincão
Se erga mais forte e, com a força dos que amam,
Reerga, mais próspero e majestoso, o amado chão
(Samia Awada)


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