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QUEM ME DERA

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Quem me dera, oh! triste alma, quem me dera
Ser etérea, leve, quintessenciada
Ser translúcida, suave, sem amarras
Ser um sopro no infinito, ah! quem me dera!

Ser a gota do orvalho à alvorada
Que evapora, logo o sol a toque e a aqueça
Ser o raio desse sol que, à Terra, deixa
Seu momento de viver e vai-se embora

Quem me dera ser a brisa que enternece
Ser a sombra que acolhe e nem percebe,
O perfume que perfuma e se desprende

Ser o instante de uma vida sem percalços,
Sem receios, sem passados, sem pecados,
Que só vive o seu instante... plenamente.

 

(Samia Awada)

 

Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens. 

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Palavras-chave:

POema quem me dera, POESIAS SAGA DAS ALMAS, Poemas espiritualistas, quem me dera poesia, literatura e poesia, SAMIA MARIA AWADA, samia awada, espíritos

Criado em Agosto de 2020

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