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Saga das Almas
PORTA DOURADA

Rica ave em círculos caminha,
arrastando suas sombrias asas
na gaiola de ouro, cravejada
de rubis, diamantes, ametistas
Chega à porta dourada, imponente
Admira-a sem a ultrapassar
e, vaidosa, retorna a caminhar
na gaiola em que, sem saber, se prende
Sobre o chão da gaiola em que circula,
pisoteia, explora, humilha almas,
se afunda em paixões, cultiva raivas
e acarinha o tesouro que acumula
Mas lá fora, onde a Alvorada brota
e as nuvens desenham alegrias,
leves asas velejam pelas brisas
em carícias ao dia que aflora
Voejando em desconhecidos campos
veem, ao solo, a prisão de ouro e pedras,
veem a ave e se compadecem dela,
e entoam, em compaixão, seu canto:
- Sai à porta! Deixa essa rica cela
e aprende conosco a voar
Sobe aos cumes e põe-te a admirar
toda a Felicidade que te espera!
E a ave, ouvindo esse cantar,
sente n’alma uma nova emoção
Uma paz lhe alegra o coração
e a leva a querer se libertar
Num relance, a ave sai à porta,
ergue as asas, mas volta-se a olhar
as paixões que lhe pedem p’ra ficar
e, sem forças, retorna a caminhar...
... Pobre ave, em círculos caminha,
arrastando suas sombrias asas,
na gaiola de ouro, cravejada
de rubis, diamantes, ametistas.
(Samia Awada)


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