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Saga das Almas
O PESO DO QUE SOU

Foram muitos os caminhos percorridos
Foram tantos os amores qu'encontrei
Foram tantos os enganos cometidos
Mil encantos onde muito me afundei
Só as furnas reconhecem o meu pranto
Quando, hoje, inda ouvem-me chorar
Vis torturas que hoje guardo, vis enganos
Tatuados em tristeza no olhar
Foram tantos os passados tão presentes
Até quando os terei que relembrar?!
Tantos sonhos destruídos. Eram gente!
Quanta dor inda terei que resgatar?
Pobres almas! Tolas todas, onde estão?
Que ouviram tudo aquilo que falei?
Que pensaram por meu mando de ilusão?
Que seguiram os caminhos que ditei?
Flutuaram para os céus... e eu fiquei
Ancorada, sob o peso do que sou
Transformaram-me em açoite o que plantei
Devolvendo-me o erro como Dor
Hoje vivo, do que fui me escondendo
Esquecida dos que não me ouvem mais
Afastada dos amores de um tempo
P’ra Te ouvir e encontrar a minha Paz.
(Samia Awada)


Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens.
Palavras-chave:
poesia sobre espiritualidade, auto encontro
