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Saga das Almas
NO FIM DA VIDA

“Estamos no fim da vida”
Tu sempre aos ventos declaras
Mas de que vidas tu falas?
De certo não é da minha
Pois quando a carne inda é nova
Se vive a farsa, a imagem
Se adia a felicidade
P’ra um tempo que se demora
Se chora com um sorriso
Se escolhe sem nem querer
Se vive a ansiar morrer
Nos saltos, maquiagem e brinco
Se compra a querer mostrar
Se aguenta p’ra não perder
Se finge o que não quer ser
Se odeia querendo amar
Hoje meu corpo se curva
Se enruga e queda sem viço
E estranhamente me sinto
Mais plena, forte e segura
Sou dona de mim, sou livre!
Quebraram-se as algemas
Ditadas pela beleza
Que cobra, amarra, oprime
Vem sentir esse fulgor
Deixa a roupagem de lado
E me dá cá um abraço
Nos basta viver de amor
Vamos descobrir a sós
O amor mais que proibido
O vinho nunca sorvido
Que esconderam de nós
Sente, amor a liberdade!
Vem comigo caminhar
Vem comigo contemplar
A Vida na eternidade!
(Samia Awada)


Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens.
Palavras-chave:
poesia sobre amor, velhice, auto estima