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NÃO QUERO SER

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Não sou a espada que me rasga o peito
em mágoas, medos, dúvidas, rancores
Não sou meus restos de meus vis desejos,
vis autoenganos, exalando horrores

Não sou a senhora do meu mal viver,
dos mil apegos que me pesam a cruz
Não quero ser... não sou, não posso ser!...
a madrugada que desdenha a Luz!

Embora escrava, oh! Embora, ainda
escravizada por torpe vontade
aos vis carrascos que me freiam a marcha,

sob os escombros de minha desdita
eu sou a Luz que anseia, à liberdade,
fazer-se Estrela ao céu da madrugada!

 

(Samia Awada)

 

Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens. 

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Palavras-chave:

poemas espiritualistas, poesias espiritualistas, saga das almas, poesia não quero ser, poesia sobre autoconhecimento

Criado em Agosto de 2020

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