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MEU MERECIDO CANTO DO INFINITO

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No tempo em que, ao mando do destino,
Meu corpo apagar-se, já sem vida,
Me despirei da veste, agradecida,
E a restituirei ao solo amigo.

Feliz, esperançosa, livre, enfim,
Eu atravessarei o infinito
Qual pássaro que, aos céus, busca seu ninho
Qual flor que, ao vaso, anseia o seu jardim

Vestida com a luz que cultivei
E com a sombra que me algema, atrairei
Meu merecido canto do infinito

Mas se eu não merecer o céu sonhado
Então renascerei no solo amargo
Para iluminar a sombra que ainda abrigo

 

(Samia Awada)

 

Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens. 

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Criado em Agosto de 2020

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