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Saga das Almas
MALNASCIDOS DE ESPERANÇA

Onde, além do Aqui, se abre o espaço
Quando, além do Agora, expande o tempo
Se confundem Presente e Passado
E o que foi ‘inda é, perpetuado
N’alma que viaja sem alento
Louca Dor que os séculos guardaram
Pulsa, vingativa, a cobrar
Gota a gota, o sangue derramado
Dia a dia, o instante eternizado
Quando o insano feriu sem pesar
Louco Amor que os séculos guardaram
Volta, inseguro, a cobrar
Beijo a beijo, o beijo adiado
Ciúme a ciúme, o corpo desprezado
Que ousou no tempo abandonar
Ingênua ilusão de tempo-espaço
Leva o culpado a desprezar
Dor e Amor feridos no passado
A pensar não ser jamais cobrado
Por erro que teima em ocultar
Mas se o espaço se abre além do Aqui
E o tempo expande além do Agora
O que é no princípio, o é no fim
Sem a prescrição a remitir
Do pecado, quem o criou outrora
E no infindo tempo de “Agoras”
E no infindo espaço sem fração
Viajam Dor e Amor eras afora
Atraem-lhes a Culpa que hoje cobra
E encontram o algoz, sem compaixão
Olha os malnascidos de esperança
Mira os desgraçados de alegrias
E verás, no hoje, a cobrança:
Reparar, erguer, sanar das ânsias
Dor e Amor ferido de eras idas
(Samia Awada)


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Palavras-chave:
(espiritualidade, reencarnação, justiça)