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CANTIGA DE NINAR

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Que voz é essa que me consola baixinho
Cantando ao berço bela canção de ninar
Tua cantiga me invade a alma e eu sinto
Cada agonia do meu sofrer se acalmar

Terna mãezinha... venho dos tempos sombrios
Agrilhoado à dor do mal escolher
Morto por dentro, eu escolhi teu abrigo,
O teu regaço para poder renascer

Tua palavra recomendou-me outro rumo
Tua presença me afastou de erros evos
Tua firmeza me preparou para o mundo
E o teu amor me transformou por completo

Tu me amaste em teus dias de solidão
Tu me amaste à mesa escassa de pão
Muito me amaste quando eu pedi-te o perdão
Mais me amaste quando disseste que não!

Bendito o ventre que acolhe a alma antiga
Bendito o colo que alenta a dor dos milênios
Bendito o beijo que cura antigas feridas
Bendito o abraço que cala os muitos lamentos

Cantem, mãezinhas! No ventre abençoado
Anjos e algozes ouvem a canção de ninar
Pois quer o Cristo possam viver lado a lado
Um muito amando, o outro aprendendo a amar.

 

(Samia Awada)

 

Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens. 

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Palavras-chave:

poema cantiga de ninar, POESIAS SAGA DAS ALMAS, poemas espíritualistas, poemas samia awada, poesia samia maria awada, maternidade, mães, dia das mães, anjos

Criado em Agosto de 2020

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