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Saga das Almas
PERDOA-ME MÃE

Perdoa-me, mãe, por não conseguires
Levar-me ao colo em doce ninar
Beijar-me o rosto nos meus tempos tristes
Nem sentir vontade de me abraçar
Perdoa-me, mãe, tua dificuldade
Em ouvir meus medos sem me criticar
Em falar mais brando, sem severidade
Perdoa-me não conseguires me amar
Eu sei, profanei os teus sonhos maternos
De teres por filhos teus anjos de amor,
Tuas almas passadas, em novo regresso,
Enchendo-te a casa de terno esplendor
Mas eu que voltei, sentiste-me ao ventre!
E ao ventre ouvi-te pensar: “não te quero!”
Senti tua angústia por não entenderes
Por que te secava tua fonte de afeto
Oh! mãe, eu regresso de longínquas eras
Trazida pelo anjo da reencarnação
Eu sou a culpada que a teu lado espera
Que o teu coração me conceda o perdão
Por isso eu persisto, por isso me calo
Por isso te entendo sem nem reclamar
Nas dores dos dias contigo, eu aguardo
Um dia sentir-te de novo me amar.
(Samia Awada)


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