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ORAÇÃO DO EXÍLIO

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Oh! Mestre amado, somos nós, os encarnados
Que em nova súplica rogamos compaixão
Nos faz sentir que apesar ... somos amados
Que apesar ... te inspiramos compaixão

Oh! Mestre amado, somos nós, os esquecidos
De idos tempos que também nos olvidaram
Os que perderam Eras, tronos mal vividos
Os que perderam lar, amores desprezados

Oh! Mestre amado, somos nós, os Exilados
Os degredados, os banidos, desterrados
Que em terra estranha afoga a ausência de um passado,
De um outro mundo, um outro alguém, um outro fado

Aqui, Senhor, somos ovelhas desgarradas
Os diferentes, sempre mal adaptados
Os que procuram nessas furnas, nessas plagas
Um outro sol, um outro campo, mas não acham.

Nos leva, Mestre, à nossa Prometida Terra
Nos diz que é outra, e não esta em que sofremos
Relembra em nós tua mais dúlcida promessa:
Que nossa espera não é em vão, lá chegaremos.

Tribulação! Que não demore o tal resgate
Que venha logo o algoz de nossa redenção
Venham, chicotes da justiça, rasguem a carne
Para que o amor nos banhe, enfim, o coração

Para que Tu, Senhor, nos chegue ao fim dos tempos
Arrebatando-nos, ovelhas redimidas,
Nos devolvendo ao nosso mundo, onde seremos,
Enfim, Amor reencontrando nossas vidas.

 

(Samia Awada)

 

Licença de uso Pixabay, de compartilhamento e uso de imagens. 

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Palavras-chave:

poesia sobre exilados, reencarnação, espiritualidade

Criado em Agosto de 2020

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Direitos autorais  e de propriedade reservados a Samia M. Awada. 

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